Conheça o Jac iEV 1200T, o primeiro caminhão elétrico à venda no Brasil
Modelo de 8 toneladas 'furou' a fila do Volkswagen e-Delivery, que só chega no fim de 2020. Ele pode rodar até 250 km, e cada recarga custa R$ 50.
Por André Paixão, G1
Conheça o Jac iEV 1200T, o primeiro caminhão elétrico à venda no Brasil
Caminhões elétricos nas grandes cidades serão realidade antes de carros elétricos: esta é a certeza de muita gente na indústria.
Uma dessas pessoas é Sergio Habib, responsável pela Jac Motors no Brasil. A empresa, aliás, mudou seu foco no país algumas vezes – de carros populares importados, para a produção nacional, depois para SUVs, e, agora, finalmente para veículos elétricos.
Jac iEV 1200T, o primeiro caminhão elétrico à venda no Brasil — Foto: Fábio Tito/G1
A aposta é, na mesma medida, ousada e promissora. Além dos três automóveis elétricos, a chinesa vai completar a linha com uma picape e um caminhão, este último, o primeiro do tipo no Brasil.
O G1 conheceu, com exclusividade, o iEV 1200T, caminhão com capacidade para 8 toneladas que começa a ser entregue aos clientes em junho, mas já está à venda por R$ 305 mil.
5 fatos importantes sobre o 1º caminhão elétrico à venda no Brasil
ele pode rodar 250 km com uma recarga, que custa, em média, R$ 50
o preço, de R$ 305 mil, é, em média, R$ 120 mil mais alto do que rivais a diesel
sua proposta é de fazer entregas urbanas, rodando cerca de 100 km por dia
nesse caso, o investimento extra deve se pagar em 6 anos
a idade média da frota de caminhões leves é de 13,9 anos
Aposta ousada
Baterias do Jac iEV 1200T ficam nas laterais, abaixo do baú — Foto: Fábio Tito/G1
Suas baterias de 97 kWh garantem autonomia para rodar até 250 km com uma carga. Já o motor elétrico, posicionado abaixo da cabine, entrega 176 cavalos e 122 kgfm. A potência até fica próxima de um similar a diesel, mas o torque é praticamente o dobro.
Só que 750 kg da capacidade de carga são “roubados” pelas baterias. Por isso, o caminhão, que originalmente levaria 7 toneladas, chega ao peso bruto total (PBT) de 8 toneladas, sendo classificado como modelo leve.
'Furando' a fila
G1 também testou o caminhão elétrico criado no Brasil pela Volkswagen
O iEV 1200T chega como pioneiro, mas não está sozinho nesse mercado. Desde 2017, a Volkswagen desenvolve e testa seu caminhão elétrico, o e-Delivery, também já testado pelo G1. Rodando por São Paulo em parceria com uma empresa de bebidas, começa a ser produzido em Resende (RJ) no final deste ano – e, por isso, será o segundo a chegar às ruas.
No entanto, E-Delivery e iEV 1200T não são concorrentes diretos. Enquanto o Volkswagen tem peso bruto total de 14 toneladas, além de uma futura versão de 11 toneladas, o Jac tem PBT de 8 toneladas, e possibilidade de uma configuração de 3,5 toneladas, que deve chegar em 2021.
Veja as características dos dois caminhões elétricos do Brasil — Foto: Fotos: Fábio Tito e Marcelo Brandt/G1. Arte: Aparecido Gonçalves/G1
Criado para as cidades
Apesar da diferença de tamanho, os dois caminhões têm a mesma finalidade: transporte urbano em curtas distâncias. Essa deve ser a grande aplicação para caminhões elétricos – e talvez a única na qual ele seja mais vantajoso do que similares a diesel.
Antes de falar do ponto de vista financeiro, é preciso lembrar o esforço que as cidades têm feito para reduzir as emissões de poluentes.
Caminhão elétrico da Jac, o iEV 1200T tem vocação urbana — Foto: Fábio Tito/G1
Dezenas delas já implantaram as chamadas “zonas de baixa emissão”, com limites cada vez mais rígidos de poluentes. Com isso, caminhões muitos caminhões a diesel acabam sendo proibidos de rodar, obrigando as fabricantes a oferecerem mais opções limpas – como elétricos.
Alguns exemplos são Londres, Paris, Barcelona, Berlim e Tóquio. “Daqui 7 anos, tenho dúvidas de quem vai vender caminhão leve a diesel no Brasil”, diz, Habib.
E como anda?
Quem está acostumado a dirigir um caminhão a diesel não deverá ter grandes problemas para se acostumar com um elétrico. Na cabine, a maior diferença é a alavanca para seleção de marchas – a mesma usada no iEV40.
O iEV 1200T não tem marchas, como quase todos os veículos elétricos. É preciso selecionar entre drive e ré, além da posição neutra.
Apesar de quadro de instrumentos ter conta-giros, ele não é funcional - tela mostra autonomia e nível da bateria do Jac iEV 1200T — Foto: Fábio Tito/G1
Um item que faz falta é o assistente de partida em rampas. Ele impede que o veículo vá para trás no intervalo entre o motorista tirar o pé do freio e acelerar. Isso, aliado ao fato de que é preciso pisar no pedal com vigor para que o caminhão (principalmente carregado) se mova, acaba tornando arrancadas em subidas menos confortáveis.
Em movimento, o caminhão mostra desenvoltura, e se move com agilidade pela cidade. Para ter eficácia nas frenagens, também é preciso pisar com vontade no pedal da esquerda.
Mesmo com seus 6 metros de comprimento e 2,16 m de largura, as manobras são facilitadas por câmeras espalhadas pela carroceria: uma na dianteira, uma em cada retrovisor, e uma na traseira.
Câmera no retrovisor ajuda na hora de manobrar os 6 metros do iEV 1200T — Foto: Fábio Tito/G1
Diferença no bolso
Pode parecer exagero, principalmente porque, no Brasil, não há iniciativa do tipo. Até por isso, a Jac usa outro argumento para convencer clientes. Custo de operação mais baixo, apesar de o preço de compra ser cerca de R$ 120 mil mais alto.
A conta é simples. Devem ser considerados os custos de manutenção e combustíveis, aqui fornecidos pelas fabricantes e pela Agência Nacional do Petróleo, a ANP, respectivamente.
Seguindo esse raciocínio, para um caminhão leve a diesel, cada quilômetro rodado custa entre R$ 1 e R$ 1,05.
Em um modelo elétrico, que não tem um motor cheio de partes móveis sujeitas à quebras e necessidade de trocas, o custo dos reparos é bem mais baixo. Além disso, é possível recarregar o veículo durante a noite, quando o preço da energia elétrica é mais baixo.
Caminhão elétrico da Jac promete custo com abastecimento até 4 vezes mais baixo do que similares a diesel — Foto: Fábio Tito/G1
Ainda existe a possibilidade de usar uma estação gratuita - o número de postos vem crescendo rapidamente em São Paulo. Outra vantagem é que o iEV 1200T usa o mesmo plugue que praticamente todos os carros elétricos à venda no Brasil, do Tipo 2.
Caso só consiga fazer a recarga paga, o valor total do km rodado varia de R$ 0,23 a R$ 0,33, cerca de 5 vezes menos do que em um similar a diesel, de acordo com as contas da Jac.
Considerando que um caminhão desse porte rode 100 km por dia, durante os 250 dias úteis de um ano, os R$ 120 mil do investimento podem ser pagos em 6 anos. Isso é menos da metade da idade média dos caminhões leves que rodam no país, 13,9 anos, segundo a ANTT, a Agência Nacional dos Transportes Terrestres.
Veja as diferenças de custos entre um caminhão elétrico e um a diesel — Foto: Arte: Aparecido Gonçalves/G1
Imagem também conta
Além de ser mais econômico a longo prazo e infinitamente mais ecológico, os caminhões elétricos ainda passam uma imagem melhor para o público.
Basta rodar alguns quilômetros em um veículo com adesivos de “100% elétrico” ou “Zero emissões” para atrair olhares. “O consumidor quer comprar coisas de quem respeita o meio ambiente”, disse Habib.
Até por isso, os caminhões cedidos para testes de empresas como a Pepsico, gigante multinacional do setor de alimentos, terão grandes adesivos exaltando as características do iEV 1200T.
“Essa iniciativa faz parte da meta global da companhia, que é a redução de 20% nas emissões de gases poluentes em todas as operações até 2030”, disse Ítalo Portes, gerente da cadeia de suprimentos da Pepsico Brasil.
A empresa, aliás, é uma das 8 primeiras clientes da Jac. Além dela, a EDP, empresa portuguesa fornecedora de energia também adquiriu unidades do modelo. As outras, entre elas, uma rede de farmácias, e uma fabricante de bebidas, têm o nome mantido em sigilo.
Caminhão elétrico da Jac está sendo testado empresa de alimentos — Foto: Arte: Aparecido Gonçalves/G1
No caso da Pepsico, uma unidade roda pelas ruas de São Paulo desde o final de fevereiro, para a distribuição de salgadinhos em pequenos mercados e padarias. O objetivo é finalizar o programa-piloto em até 60 dias.
Desde janeiro, a Jac diz já ter vendido 40 unidades. Até o fim do ano, a previsão é emplacar pelo menos 200 exemplares do iEV 1200T.
Se tudo der certo, a empresa pretende adquirir, inicialmente, 10 unidades do iEV 1200T. E, a partir daí, renovar a frota de cerca de 2 mil caminhões, substituindo de 40 a 80 veículos a diesel por elétricos, por ano.
Cabine do Jac iEV 1200T leva até três ocupantes — Foto: Fábio Tito/G1
Vai pegar?
Mais rápido do que se imagina, caminhões elétricos serão realidade, principalmente em cidades com restrições de circulação por emissão de poluentes.
As contas mostram que, em alguns anos, a diferença no valor de compra se paga, considerando custos mais baixos de manutenção e recarga com energia. E, o mais importante, isso acontece antes da idade média para troca da frota.
Caminhão elétrico da Jac, o iEV 1200T tem vocação urbana — Foto: Fábio Tito/G1
G1 avalia a primeira moto elétrica da Harley-Davidson; assista
Harley-Davidson LiveWire elétrica: G1 avalia o modelo
A Fiat weekend sai de linha e mata segmento de peruas compactas no Brasil Perua sai de linha após 23 anos e mais de 530 mil unidades vendidas . A última representante das peruas nacionais não está mais entre nós. A Fiat anunciou que a última unidade da Weekend foi fabricada hoje (27) em Betim (MG). O modelo foi produzido por 23 anos seguidos e entrou para a história da Fiat e da indústria automotiva nacional. Lançada em 1997, a perua derivada do Palio honrou o legado da Elba.
Tinha o maior porta-malas da categoria (460 litros) e um design muito moderno para a época. Em 1999, a perua inaugurou o segmento de aventureiros... - Veja ise https://www.uol.com.br/carros/noticias/redacao/2020/01/27/fiat-weekend-sai-de-linha-e-mata-segmento-de-peruas-no-brasil.htm?cmpid=copiaecola
Jeep Renegade terá um facelift mais esportivo (Foto: Divulgação)
Um registro do Jeep Renegade europeu foi publicado pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI). Muitas vezes o desenho é registrado apenas para garantir a patente intelectual de determinado carro no país. Contudo, o visual do Renegade estrangeiro indica uma nova mudança de estilo para o SUV brasileiro.
A Peugeot lançou na França as versões térmicas e elétrica do novo 208 - um dos carros mais vendidos da marca. A
A versão elétrica do Peugeot 208, denominada Peugeot e-208, diferencia-se da térmica em pequenos detalhes, incluindo o "e" na parte traseira, o logotipo do leão um pouco azulado e a grade que leva a cor da carroceria.
Este e-208 será acompanhado no grupo PSA pelo Corsa elétrico que compartilha a mesma plataforma, bem como pelo DS3 Crossback E-tense. Se o 208 térmico enfrenta na Europa o Clio e o VW Polo, o e-208 enfrenta o Zoe em sua versão com motor R135, e o VW ID-3, já que este e-208 oferece um motor elétrico de 136 cv.
O e-208 usa uma bateria de 50 Kwh, similar à do ID.3 intermediário, mas abaixo das 77 Kwh do ID.3 topo de gama. Entretanto, os 50 kWh são a capacidade incorporada, que corresponde de fato a cerca de 46 kWh para o cliente.
O Peugeot e-208, 100% elétrico, como é habitual em veículos elétricos, o silêncio da operação em baixa velocidade. E também não se troca de marchas, até porque não há câmbio.
Assim, no modo D "normal", quando se levanta o pé do acelerador, o Peugeot continua andando, como um carro clássico. Para forçar uma melhor recuperação de energia ou simplesmente ter um pouco mais de freio a motor nas descidas, deve-se mudar para B, na alavanca. Neste caso aumenta-se a regeneração de energia.
Ele oferece, no modo esportivo, 260 Nm de torque e 136 cv, mas em modo normal ou eco, há menos torque e menos potência e, portanto, menos performance. Para desfrutar de toda a potência, deve estar no modo esportivo e é somente nesse modo que ele vai de 0 a 100 km / h em 8,1 s, de acordo com a Peugeot.
No modo "normal" e "eco", a potência e o torque vão respectivamente a 80 kW (109 hp) e 220 Nm, depois a 60 kW (82 hp) e 180 Nm.
O Peugeot e-208 é 300 kg mais pesado que o térmico. Há várias versões, modelo de acesso é o Allure, há ainda o GT Line, mais esportivo.
No lado da autonomia, a Peugeot anuncia 340 km no ciclo WLTP e pode-se considerar razoavelmente 300 km na direção sem prestar muita atenção.
A compra de um e-208 inscreve automaticamente na rede Free2Move de estações de carregamento, que inclui mais de 27000 terminais na França, incluindo o da rede Ionity e 800 estações de carregamento rápido de mais de 50 kW.
Como o e-208 suporta carregamento rápido de até 100 kW em série. A assinatura do Free2Move custa € 4,99 por mês, ao qual devemos adicionar o preço das recargas.
No preço, a Peugeot não oferece uma fórmula para alugar baterias: você compra o e-208 na íntegra. Os preços variam de 32000 a 37000 €, excluindo o bônus ecológico de 6000 €.
Renault resolve mostrar as primeiras fotos do novo Sandero antes da estreia Por iG Carros |Matéria
Depois de imagens que vazaram na internet, marca antecipa como ficará a versão renovada do hatch compacto, que chega no fim do mês Renault Sandero azul Divulgação Renault Sandero: faróis com filetes de LED e novos detalhes estão entre as novidades da parte dianteira A briga entre hatches compactos promete esquentar mesmo neste segundo semestre que está apenas começando. Além de Chevrolet Onix e Hyundai HB20 , ambos programados para chegarem em outubro, também teremos a versão renovada do Renault Sandero, cujo lançamento será no fim do mês.
LEIA MAIS: Renault Sandero 1.6: hatch mostra sua eficiência no dia a dia
Como algumas imagens do carro chegaram a vazar, a Renault decidiu mostrar duas fotos oficiais da versão 1.6. Agora dá para ver claramente que o novo Sandero subiu um pouco de nível, com filete de LED nos faróis e lanternas.
Na frente, o hatch compacto também terá novos detalhes nos para-choques. Na traseira, a nova iluminação passa a ter uma espécie de assinatura que tornará possível identificar um Sandero até de longe. Além disso, as novidades na parte de fora deverão contar apenas com novas cores e inéditos conjuntos de rodas.
Renault, Sandero, hatch Divulgação Na traseira, as lanternas ficaram maiores e ganharam uma assinatura luminosa como toque de sofisticação Assim como já comentamos anteriormente, entre os principais destaques do Sandero 2020 estará a opção do câmbio automático CVT , que entra no lugar do automatizado Easy R, que deixou de ser oferecido. Será a mesma caixa usada no SUV Duster
Depois de imagens que vazaram na internet, marca antecipa como ficará a versão renovada do hatch compacto, que chega no fim do mês Divulgação Renault Sandero: faróis com filetes de LED e novos detalhes estão entre as novidades da parte dianteira
A briga entre hatches compactos promete esquentar mesmo neste segundo semestre que está apenas começando. Além de Chevrolet Onix e Hyundai HB20 , ambos programados para chegarem em outubro, também teremos a versão renovada do Renault Sandero, cujo lançamento será no fim do mês.
Jailson Silva Blogueiro
Como algumas imagens do carro chegaram a vazar, a Renault decidiu mostrar duas fotos oficiais da versão 1.6. Agora dá para ver claramente que o novo Sandero subiu um pouco de nível, com filete de LED nos faróis e lanternas.
Na frente, o hatch compacto também terá novos detalhes nos para-choques. Na traseira, a nova iluminação passa a ter uma espécie de assinatura que tornará possível identificar um Sandero até de longe. Além disso, as novidades na parte de fora deverão contar apenas com novas cores e inéditos conjuntos de rodas.
Divulgação Na traseira, as lanternas ficaram maiores e ganharam uma assinatura luminosa como toque de sofisticação
Assim como já comentamos anteriormente, entre os principais destaques do Sandero 2020 estará a opção do câmbio automático CVT , que entra no lugar do automatizado Easy R, que deixou de ser oferecido. Será a mesma caixa usada no SUV Duster e que veio da parceira Nissan.
Ainda não mostaram imagens do interior, mas o novo Sandero deverá contar com algumas mudanças, como um novo volante multifuncional e central multimídia atualizada, item que tem sido cada mais importante para decisão de compra na nova era da conectividade. Mais detalhes serão divulgados no lançamento do carro, do qual a reportagem de iG Carros irá participar
O novo HB20 2020 chegará equipado somente com motores 1.0 de 3 cilindros. A versão de entrada manterá o atual propulsor que entrega até 80 cv de potência, mas com novo sistema de injeção de combustível que dispensa o tanquinho de gasolina da partida a frio. Ele será sempre associado ao câmbio manual de 5 marchas.
Novidade importante é o novo motor 1.0 TGDI, ou seja, estamos falando do esperado 1.0 Turbo de 3 cilindros com injeção direta de combustível. Sua potência será de 120 cv e o torque de 17,5 kgfm entregue a partir de 1.750 rpm quando abastecido com etanol. O motor turbo será oferecido com a transmissão automática de 6 marchas. A versão manual para este propulsor também terá 6 velocidades, mas ainda não está confirmada a sua oferta para o Brasil. Itens exclusivos no segmento
Segurança ativa e passiva são apostas para da Hyundai para diferenciar o novo HB20 no segmento. A marca confirmou que oferecerá os sistemas de controle de tração e estabilidade em toda a gama. O modelo também contará com o assistente de partida em rampa (HAC) e alerta de frenagem de emergência (ESS). Pela primeira vez no segmento, o novo HB20 ganhará o FCA (front collision assist), ou assistente de colisão frontal com função ativa de frenagem. Outra novidade é o alerta de saída da faixa de rolamento, mas sem intervenção no volante. O máximo de quatro airbags também permanece no catálogo. A montadora não especificou em quais versões estes itens estarão disponíveis, reservando a definição para época do lançamento - que acontecerá entre outubro e novembro. Revolução no interior
Praticamente todos os defeitos da geração anterior foram resolvidos. A começar pelos novos bancos, com apoio maior nas laterais e pelo ajuste de altura, agora por alavanca. Sim, a roldana sai de cena e dá lugar a um ajuste mais tradicional que permite elevar bastante a posição de dirigir. O volante, também novo, conta com ajuste de altura e profundidade, e ganhará paddle-shifts nas versões de topo. O sistema de direção anunciado é o elétrico com ajuste variável, mas a Hyundai não deixou claro se vale para toda a linha.
Todo o painel é novo. Com desenho de traços horizontais, ganha uma nova tela multimídia de 8 polegadas no estilo flutuante com Apple CarPlay e Android Auto integrados. Logo abaixo, os botões estão enfileirados na horizontal, formando um conjunto bem mais moderno que o atual. Logo abaixo estão os novos comandos do ar-condicionado. São três botões. À esquerda, está o ajuste velocidade de ventilação, enquanto o da direita ajusta a temperatura. No centro, maior que os dois ao lado, é simulado um botão com uma mini-tela integrada que mostra as configurações atuais do ar (posições de saída e intensidade).
O console mantém o porta-objetos com tampa deslizante. Dentro, uma porta USB para recarga mais rápida de eletrônicos, uma tomada de 12V e outra tomada não especificada. Vale destacar que todos os carros são protótipos e pequenos ajustes devem ser feitos.
O cluster de instrumentos também evolui, curiosamente, pegando carona no sucesso do atual Chevrolet Onix. No HB20, à direita está um conta-giros analógico (com ponteiros) enquanto no restante há uma tela monocromática com velocímetro digital com numerais de tamanho médio, enquanto no lado direito estão as informações do computador de bordo.
Hyundai Saga Concept Hyundai Saga Concept
Hyundai Saga Concept
Maior em todas as versões
Novidade importante da nova geração do HB20 é o aumento do entre-eixos em 30 mm, ou seja, agora todos medem 2.530 mm. As dimensões externas também foram ampliadas. O hatch cresceu 20 mm no comprimento, passando a 3.940 mm, enquanto a largura saltou para 1.700 mm (20 mm a mais), embora a altura permaneça a mesma. O porta-malas segue com 300 litros.
Já o sedan cresceu um pouco mais. Agora serão 4.260 mm de comprimento, 30 mm maior que a geração anterior, e os mesmos 1.700 mm de largura do hatch (+20 mm). Boa notícia é o aumento do porta-malas para 475 litros (contra 450 do anterior).
Versão aventureira, o HB20X cresceu mais que o hatch. De comprimento, são 3.970 mm (+30 mm do que o anterior) e largura de 1.740 mm (+30 mm). Assim como a versão normal, o porta-malas segue com 300 litros. Visual segue os traços do conceito SAGA
No Centro de Pesquisa e Desenvolvimento, pudemos conhecer, em primeira mão, o visual final do HB20, HB20S e HB20X 2020. Os três possuem elementos antecipados pelo conceito SAGA, mostrado no Salão do Automóvel de São Paulo (fotos), mas todos possuem personalidade distinta. Ficaram mais sofisticados, com traços mais angulados, e terão luzes de rodagem diurna em LED, faróis em Full LED e lanternas traseiras também em LED.
Nas versões hatch, chama muito a atenção o aplique na coluna C, que lembra o mesmo recurso utilizado no Nissan Kicks, Toyota Yaris e até mesmo no finado Chevrolet Agile. O conceito casou bem com o estilo do hatch, mas ficou melhor ainda na versão aventureira.
NOTÍCIAS KIA SELTOS, NOVO SUV COMPACTO DA KIA, É RIVAL DE CRETA E RENEGADE Utilitário será lançado na Coreia para tentar conquistar clientes jovens. Modelo conta com a nova linguagem de estilo da marca
Postado por Jailson Silva Blogueiro especialista em mobilidade transpotes
Baixe o aplicativo para ler esse e outros conteúdos SELTOS COMEÇA A SER VENDIDO NO SEGUNDO SEMESTRE... NA COREIA DO SUL (FOTO: DIVULGAÇÃO)
A Kia revelou que seu novo SUV compacto vai se chamar Seltos. Após anunciar que terá um utilitário esportivo para competir com Jeep Renegade e Hyundai Creta, a fabricante coreana publicou a primeira foto do logotipo com o nome do carro.
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O nome é inspirado na mitologia grega - em uma das interpretações, Celtus é filho de Hércules, semideus filho de Zeus conhecido por sua força descomunal. Porém, a montadora preferiu trocar o “C” pelo “S” para, segundo a Kia, remeter à velocidade e esportividade. Além disso, o Seltos entra em consonância com Soul, Sportage e Sorento. CENTRAL MULTIMÍDIA FLUTUANTE COM TELA DE 10,25" QUE CONQUISTAR CONSUMIDORES JOVENS (FOTO: DIVULGAÇÃO)
A marca afirma ter desenhado o Seltos pensando nos desejos dos consumidores mais jovens, os millennials. Isso fez com que o carro tivesse um estilo arrojado, com espaço interno generoso e pacote de tecnologia ideal para que seus ocupantes estejam sempre conectados e curtindo suas músicas.
Para isso instalou um sistema multimídia com tela de 10,25 polegadas sensível ao toque. Nas projeções é possível perceber que o desenho é harmonioso e parece utilizar materiais de boa qualidade. O painel tem duas tonalidades e, apesar da tela grande, ainda há botões para selecionar os ajustes do ar-condicionado. SUV COMPACTO TERÁ GRADE DIANTEIRA AVANTAJADA (FOTO: DIVULGAÇÃO)
O carro começa a ser vendido no segundo semestre deste ano na Coreia do Sul, sendo apresentado ainda neste mês para a imprensa mundial. A Kia ainda não confirmou o lançamento do Seltos no mercado brasileiro. CONCEITO KIA SP2 TEM DIANTEIRA COM A MESMA LINGUAGEM DO SELTOS (FOTO: REPRODUÇÃO)
Notícia fez as ações das duas montadoras subirem 12% no início da negociação nas bolsas europeias nesta segunda-feira Por redação exame access_time27 maio 2019, 06h09 - Publicado em 27 maio 2019, 05h55more_horiz
Fábrica da Fiat: negociação com a Renault pode exacerbar discursos políticos de soberania nacional (Germano Lüders/EXAME)
A segunda-feira será agitada nas bolsas globais com a confirmação de um possível negócio que muda a dinâmica do mercado automotivo. A montadora italiana Fiat Chrysler confirmou rumores iniciados na semana passada e fez uma oferta de fusão com a concorrente francesa Renault, num acordo que poderia criar o terceiro, ou o primeiro, maior grupo automotivo do mundo em volume de produção.
Segundo a Fiat Chrysler, a proposta é que cada uma das duas montadoras tenha 50% num novo negócio, com um conselho de administração composto na sua maioria por membros independentes. O conselho da Renault se reúne nesta segunda-feira para discutir a oferta, que fez as ações das duas companhias subirem mais de 12% no início das negociações nas bolsas europeias.
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A nova empresa teria cerca de 37 bilhões de dólares de valor de mercado e fabricaria nove milhões de veículos, ficando atrás apenas da alemã Volskwagen e da japonesa Toyota. A grande dúvida na mesa é o que acontece com as japonesas Nissan e Mitsubishi, parceiras da Renault há 20 anos. Se elas forem incluídas no negócio, o novo grupo chegaria a 15 milhões de veículos produzidos, se consolidando como líder global.
A união dos franceses com os japoneses é envolta em polêmica desde a prisão, no fim do ano passado do executivo francês Carlos Ghosn, ex-presidente tanto da Renault quanto da Nissan. Os japoneses acusam Ghosn de desvio de recursos das montadoras, enquanto ele afirma ter sido vítima de um golpe corporativo para impedir que levasse adiante um projeto de fundir as duas companhias.
O receio dos executivos da Nissan era que um união com a Renault lhes tirasse poder de decisão e independência. Agora, a oferta da Fiat Chrysler coloca uma espada sobre sua cabeça. Se a Renault, dona de 43% da Nissan, aceitar a oferta da Fiat e deixar os parceiros de fora do negócio, a montadora japonesa fica sozinha num mercado em crescente consolidação e que demanda pesados investimentos no desenvolvimento de carros elétricos e autônomos. Se, por outro lado, a Nissan entrar no pacote, a tal independência fica definitivamente para trás. Segundo o jornal Wall Street Journal, executivos da Renault e da Nissan têm uma reunião previamente agendada na quarta-feira, no Japão.
Fiat Chrysler e Renault, na teoria, têm negócios complementares. A montadora italiana é forte em modelos como SUVs e carros de luxo, enquanto os franceses focam modelos de entrada. As duas companhias têm forte presença global, com o Brasil entre seus principais mercados. A montadora italiana divulgou, na semana passada, que construirá uma nova fábrica de motores no país. Mas as duas empresas são consideradas símbolos nacionais (o governo francês é acionista da Renault), e a Europa vive um período de intensa discussão política, com eleições parlamentares encerradas ontem reafirmando a força dos discursos de extrema direita a favor de independência nacional.
A Fiat Chrysler perdeu seu principal executivo, Sergio Marchionne, ano passado. Ghosn, por sua vez, teve na quinta-feira passada a primeira audiência com a promotoria japonesa. Ele anteviu a importância da união de montadoras num mercado em transformação, mas agora dedica seus esforços a escapar da rigorosa justiça japonesa.
Fonte: Exame
quinta-feira, 23 de maio de 2019
VW T-Cross supera Renault Duster na parcial de maio
SUV compacto da marca alemã foi o 7º mais vendido na 1ª quinzena; confira o top 10
Lançado em abril, o VW T-Cross voltou a ganhar posições no ranking de SUVs da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). Após fechar o mês passado na 10ª posição (leia aqui), o SUV compacto da marca alemã encerrou a 1ª metade de maio na 7ª colocação do ranking, superando veteranos como o Renault Duster e o Chevrolet Tracker. Confira abaixo os 10 SUVs mais vendidos na parcial do mês e aqui os 20 mais emplacados na lista geral.